
A NWSL, ao lado da WNBA, de basquete, se firmou como uma classe de ativo própria, separada das propriedades mais novas do esporte feminino, avaliou Maddie Winslow, da Inner Circle Sports, em 20 de janeiro de 2026, segundo o Sports Business Journal. Winslow assessorou a NWSL nos planos de expansão da liga.
A avaliação apareceu entre as tendências de finanças do esporte para 2026 levantadas por Chris Smith, colunista de finanças da revista do SBJ. O futebol feminino e o esporte feminino em geral entraram na lista, mas com uma diferença em relação aos anos anteriores: quem investe passou a escolher com mais precisão onde quer pôr o dinheiro.
Os números explicam a distância. A NWSL vendeu em 2025 as franquias de expansão de Denver, por US$ 110 milhões, e de Atlanta, por US$ 165 milhões.
No basquete, a WNBA vendeu as vagas de expansão de Detroit, Filadélfia e Cleveland por US$ 250 milhões cada, e o New York Liberty vendeu uma participação minoritária com avaliação de US$ 450 milhões. Na outra ponta, a liga de vôlei LOVB, ainda em fase inicial, vendeu três times de expansão sem revelar valores; uma fonte ouvida pelo SBJ disse que a liga buscava cerca de US$ 20 milhões por time.
Segundo Winslow, é essa diferença de valor e de risco que estratificou o grupo de possíveis investidores.
Winslow contou que o tipo de procura que recebe mudou. "É animador que eu esteja recebendo menos ligações que dizem apenas: 'quero estar no esporte feminino, onde devo investir?'", disse ao SBJ.
Agora, segundo ela, os interessados chegam com posição definida: querem entrar na WNBA, na NWSL ou numa propriedade emergente. Para Winslow, isso mostra que o mercado começou a entender as diferenças entre as ligas e seus modelos de negócio, e que o investimento vai além da tese geral de que o esporte feminino cresce.
A mesma edição reuniu pesquisas publicadas em 2025. Um relatório da Parity mostrou que 78% das torcedoras e torcedores de futebol feminino confiam nas atletas mulheres, índice mais alto entre todos os esportes. Entre os fãs de esporte em geral, 68% confiam que as atletas acreditam nos produtos que promovem, e mesmo entre quem nunca assiste a esporte feminino a taxa chega a 58%.
No mesmo período, Deloitte e McKinsey estudaram a transformação do esporte feminino num setor de vários bilhões de dólares, e a Gather apontou que a parcela de empresas da Fortune 500 que patrocinam esporte feminino dobrou em um ano.
A edição também registrou movimentos de executivos. A World Sevens Football nomeou Claire Bloomfield chefe de assuntos de futebol e governança; ela passou os cinco anos anteriores como a primeira chefe de futebol feminino da European Club Association, hoje European Football Clubs.
O Orlando Pride e o Orlando City SC promoveram Julianne Jochym a vice-presidente de estratégia e análise de dados. Ela chegou à organização em 2022, depois de quatro anos na NHL. O Kansas City Current contratou Alexa Brooks como gerente de marketing integrado.
Para quem acompanha o negócio do futebol feminino, a leitura de janeiro de 2026 marca uma virada: a NWSL deixou de ser tratada como aposta genérica no esporte feminino e passou a ter preço, risco e investidor próprios, num patamar acima das ligas que ainda estão começando. Acompanhe outros negócios da modalidade na seção Mercado e o cenário das Estados Unidos.
Denver saiu por US$ 110 milhões e Atlanta por US$ 165 milhões, em vendas feitas em 2025.
É da Inner Circle Sports e assessorou a NWSL nos esforços de expansão da liga.
O futebol feminino: 78% dos fãs confiam nas atletas mulheres, segundo a Parity.