O futebol feminino de 1921 a 1941. Sala 3 de 8 do museu Impróprias.
Em 5 de dezembro de 1921 a Football Association inglesa declarou o futebol inadequado para mulheres e mandou seus clubes filiados recusarem os campos. Não foi caso isolado: foi o começo de um efeito dominó. País de Gales proibiu em março de 1922, o Canadá em setembro do mesmo ano, o CONI fascista fechou o primeiro clube feminino italiano em 1933, a Iugoslávia proibiu em 1939, e a França de Vichy tornou a prática ilegal em 1941. O Brasil fez a versão mais dura de todas. Aqui não foi resolução de entidade privada, foi o Decreto-Lei nº 3.199, assinado pelo presidente Getúlio Vargas em 14 de abril de 1941, cujo artigo 54 proibia às mulheres os desportos incompatíveis com as condições de sua natureza. Três meses antes, uma dirigente de time feminino carioca já havia sido presa.
O Conselho da FA aprovou a resolução que apagaria o futebol feminino inglês por meio século, declarando o jogo inadequado para o sexo feminino e pedindo aos clubes filiados que recusassem seus campos. A resolução alegava ainda irregularidade financeira, dizendo que proporção excessiva das receitas era absorvida em despesas. A justificativa médica invocada na época incluía a opinião da doutora Mary Scharlieb, para quem o futebol era demais para a estrutura física de uma mulher. A capitã Alice Kell respondeu que as garotas tinham o direito de jogar se assim quisessem, e que jogavam por amor ao jogo.
Tendo sido feitas queixas quanto ao futebol praticado por mulheres, o Conselho se sente compelido a expressar sua firme opinião de que o jogo de futebol é bastante inadequado para o sexo feminino e não deve ser encorajado.Conselho da Football Association, 5 de dezembro de 1921
Doze dias depois do banimento, 57 clubes fundam a própria liga
17 de dezembro de 1921 · Blackburn, Inglaterra
Cinco dias depois da proibição, representantes de cerca de 30 times já haviam se reunido em Liverpool. Em 17 de dezembro, em Blackburn, o encontro reuniu 57 clubes e fundou a English Ladies Football Association, presidida por Leonard Bridgett, de Stoke. A entidade organizou uma Challenge Cup em 1922 com 24 times, vencida pelo Stoke Ladies sobre o Doncaster and Bentley Ladies por 3 a 1. Durou pouco mais de um ano.
O efeito dominó começa: Gales em março, Canadá em setembro
1922 · País de Gales e Canadá
Equipe feminina da fábrica de munições de Welshpool, no País de Gales, em 1915, antes da proibição adotada pela federação galesa em 1922.
A Football Association of Wales proibiu o futebol feminino em março de 1922, após queixas de congregações religiosas, e endureceu a redação em 1939. Em 5 de setembro de 1922, a Dominion of Canada Football Association fez o mesmo, seguindo o precedente inglês. A proibição galesa só cairia em 29 de maio de 1970, antes da inglesa. O padrão se repetiria em vários países: quando a FA bania, o resto do império e do circuito seguia.
Depois de pedir sem sucesso que a federação internacional de atletismo admitisse mulheres, a francesa Alice Milliat fundou em 1921 a Federação Internacional de Esportes Femininos e em 20 de agosto de 1922 organizou em Paris, no Stade Pershing, os primeiros Jogos Olímpicos Femininos, com atletas de cinco países diante de cerca de 20 mil pessoas. O sucesso forçou a negociação: Milliat aceitou tirar a palavra olímpico do nome em troca da entrada do atletismo feminino nos Jogos oficiais. Houve mais três edições, em 1926, 1930 e 1934.
Proibidas em casa, elas atravessaram o Atlântico e jogaram contra homens
Setembro de 1922 · Canadá e Estados Unidos
Mesmo banido na Inglaterra, o Dick, Kerr Ladies embarcou para nove semanas de turnê na América do Norte, chegando a Quebec em 22 de setembro de 1922. A federação canadense proibiu que jogassem no Canadá, o que as empurrou para os Estados Unidos. Lá, sem adversárias mulheres, enfrentaram nove times masculinos: três vitórias, três empates e três derrotas, diante de públicos de 4 a 10 mil pessoas. O goleiro do Paterson, Peter Renzulli, resumiu que eram campeões nacionais e tiveram um trabalho danado para vencê-las.
Time de futebol feminino do Vasco da Gama nos anos 1920, quando o título carioca dos camisas negras mobilizou mulheres a formarem as próprias equipes.
Em 1923 o Vasco venceu o campeonato carioca com um time de negros, brancos pobres e operários, os camisas negras, e o efeito atravessou o muro do futebol masculino. Entre 1923 e 1926 formaram-se equipes de mulheres mobilizadas por aquele torneio, e as vascaínas foram jogar no campo do próprio clube. Elas vinham de outra cartografia da cidade, a que estava chegando ao subúrbio, e é essa a diferença que importa: não eram sócias de clube de elite fazendo esporte de salão, eram moças de bairro ocupando o gramado do campeão. A pesquisa da historiadora Aira Bonfim reúne esse período a partir da imprensa da época, e ele desmente a ideia de que o futebol de mulheres no Brasil começou como curiosidade isolada. Era um circuito.
Enquanto a Inglaterra fechava, França e Bélgica avançavam
1924 e 1925 · França e Bélgica
O Femina Sport perfilado no Stade Élisabeth, em Paris, em abril de 1927. O clube era um dos pilares do futebol francês que seguiu adiante enquanto a Inglaterra fechava os campos.
Três anos depois de a Football Association fechar os campos ingleses, França e Bélgica disputaram em 1924 o primeiro internacional pleno em padrão moderno de que se tem registro no mundo. Não era exibição de fábrica nem atração de festa: era seleção contra seleção, com regras e calendário. No ano seguinte as duas foram além e mantiveram uma liga com times dos dois países, algo que nenhuma federação masculina havia tentado ainda. Os dois países já eram os únicos com campeonato nacional feminino. Em 1926 eram também os únicos onde o jogo seguia forte: nos outros, tinha sido reduzido a partidas ocasionais de feira. O Dick, Kerr, sem campos para jogar na Inglaterra, havia migrado para o hóquei.
O atletismo feminino entrou nos Jogos de 1928 como teste, com apenas cinco provas, e as atletas bateram 18 recordes mundiais. Mas a suposta exaustão das corredoras na final dos 800 metros deu ao Comitê Olímpico a desculpa para retirar a prova do programa. As mulheres só voltariam a correr 800 metros em Jogos Olímpicos em 1960, em Roma. Até 1984 a distância máxima permitida a elas foi de 1.500 metros. O argumento é exatamente o mesmo que o Brasil usaria em 1941 contra o futebol: o corpo feminino não aguenta.
Lotte Specht funda o primeiro clube feminino da Alemanha
1930 · Frankfurt, Alemanha
Aos 19 anos, Lotte Specht, filha de açougueiro de Frankfurt, publicou um anúncio de jornal procurando jogadoras. As respondentes se reuniram na taberna Steinernes Haus e fundaram o 1. Deutscher Damenfußballclub, com dois times treinando na Seehofwiese. A reação da imprensa foi de escárnio e os espectadores homens hostilizavam as jogadoras. O clube se dissolveu em 1931, em menos de um ano. Em 2014 Frankfurt rebatizou um campo como Lotte-Specht-Park.
O circo, o subúrbio carioca e as camisas do Fluminense
Anos 1930 · Rio de Janeiro e Brasil
Companhias circenses levaram times femininos por todo o Brasil nas décadas de 1920 e 1930, e foram o principal vetor de difusão nacional da modalidade antes da proibição. No Rio, formou-se um circuito suburbano com mais de 15 equipes, cobertas por grandes jornais com fotos e descrições técnicas: Casino de Realengo, Eva, Valquere, Independentes, Del Castillo, Brasil Novo, River, Primavera e outras. Moças também formaram times com as insígnias de Fluminense, Flamengo e Vasco, jogando nas festas esportivas organizadas pelos próprios clubes. O futebol feminino já esteve dentro dos grandes clubes cariocas, e foi expulso de lá.
A Praça Onze, no Rio de Janeiro, em bilhete postal do começo do século. Era em praças assim que o circo montava a bilheteria e a arquibancada que faltavam ao futebol de mulheres.
O circo não hospedava o futebol de mulheres por acaso: ele já tinha a estrutura que faltava ao esporte, bilheteria, arquibancada e um espetáculo montado para receber público. E os produtores encontraram a fórmula. O espetáculo era vendido em duas partes: primeiro as atrações conhecidas do circo, depois o torneio de futebol. O ingresso ia para a sexta, o sábado e a final no domingo, como um campeonato. Convidavam gente dos clubes, vestiam as jogadoras com as camisas e as cores da cidade e fabricavam a rivalidade dentro do próprio espetáculo. A segunda parte era vendida justamente como aquilo que o circo não tinha: algo imprevisível, cujo fim ninguém conhecia. Enquanto as ligas não ofereciam calendário a mulher nenhuma, foi o negócio do entretenimento que pagou para vê-las jogar.
Maria Lenk, a primeira sul-americana em uma Olimpíada
1932 · Los Angeles, Estados Unidos
Aos 17 anos, Maria Lenk competiu na natação nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1932, e se tornou a primeira mulher sul-americana a disputar uma Olimpíada. Em 1936, nos Jogos de Berlim, foi pioneira da técnica do nado borboleta, que só seria reconhecida como estilo olímpico em 1956. Em 8 de novembro de 1939 estabeleceu recorde mundial nos 200 metros peito, com marca superior ao recorde masculino da época, e virou a primeira atleta brasileira a bater um recorde mundial.
O Decreto nº 21.076, assinado pelo governo provisório de Getúlio Vargas, instituiu o Código Eleitoral brasileiro, criou a Justiça Eleitoral e permitiu que mulheres alfabetizadas maiores de 21 anos se alistassem como eleitoras. Em maio de 1933, as mulheres votaram pela primeira vez, para a Assembleia Constituinte, e a médica Carlota Pereira de Queirós tornou-se a primeira mulher eleita para o Congresso. Nove anos depois, o mesmo governo proibiria a mulher brasileira de jogar futebol.
Getúlio Vargas em 1930. Foi ele quem assinou o decreto que pôs no papel o salário igual para trabalho de igual valor, nove anos antes de assinar o que proibiu o futebol de mulheres.
O Decreto nº 21.417-A regulou o trabalho da mulher na indústria e no comércio. O artigo 1º é direto e vale ser lido inteiro. O decreto também proibiu o trabalho feminino entre 22h e 5h, garantiu quatro semanas de afastamento antes e depois do parto com auxílio de metade do salário, e dois descansos diários de meia hora para amamentação. No papel, o Brasil tinha igualdade salarial nove anos antes de proibir o futebol feminino.
Sem distinção de sexo, a todo trabalho de igual valor correspondente salário igual.Decreto nº 21.417-A, artigo 1º, 1932
O fascismo fecha o primeiro clube feminino italiano
Fevereiro de 1933 · Milão, Itália
Foi criado em Milão o Gruppo Femminile Calcistico, primeiro clube feminino organizado da Itália. Durou cerca de nove meses. O CONI, o comitê olímpico do regime fascista, interveio para impedir que o fenômeno pegasse e proibiu as mulheres de jogar. A Itália só teria uma federação feminina estruturada 35 anos depois, em 1968.
Quinze anos depois, o Preston volta a atravessar o Canal
1935 · França
As capitãs Carmen Pomies, do Femina de Paris, e Florrie Redford, do Dick, Kerr de Preston, na revista argentina El Gráfico. Foram elas que mantiveram a ponte entre a Inglaterra e a França ao longo de quinze anos.
O Dick, Kerr Ladies, agora Preston Ladies, deixou as ilhas britânicas em 1935 para enfrentar a seleção francesa. Era a primeira viagem do time para fora do país em quinze anos, desde a série contra a França em 1920. No intervalo entre uma e outra cabe a resolução da Football Association, a perda dos campos, a migração para o hóquei e a lenta reconstrução. O contato com o Fémina Sport tinha sido retomado no começo da década e rendeu excursões entre 1932 e 1938, e times belgas cruzaram para a Grã-Bretanha em 1934 e 1939. O banimento inglês nunca conseguiu o que prometia: ele empurrou o jogo para fora do calendário, não para fora do mundo.
Jogadoras do Vindobona, com reforços do Austria, antes de uma partida em Brno. Registro publicado em 1937, anterior ao marco de 1938.
Na segunda metade dos anos 1930 o eixo do futebol de mulheres deixou de ser o Canal da Mancha e passou a ser a Europa Central. Áustria e Tchecoslováquia puxaram o movimento, a Iugoslávia entrou em 1938 e os três países formaram o centro do desenvolvimento da modalidade às vésperas da guerra. A Áustria se tornou o terceiro país do mundo a disputar um campeonato nacional feminino, depois de França e Bélgica, e os jogos internacionais entre clubes eram frequentes. O florescimento durou pouco e não foi uma federação que o encerrou desta vez: foi a política. Em setembro de 1939 a Europa tinha outro assunto, e quando a guerra acabou não sobrou nem o campeonato austríaco nem a rede que o sustentava.
José Fuzeira, um cidadão sem qualquer credencial esportiva, que ele próprio admitia não ter, escreveu ao presidente argumentando que o futebol desequilibraria a balança psicológica das funções orgânicas da mulher, feita pela natureza para ser mãe. Projetou que em um ano o Brasil teria 200 clubes femininos, e chamou isso de 200 centros destruidores de saúde de 2.200 futuras mães. A carta foi publicada no Diário da Noite e é o documento mais citado como gatilho simbólico da proibição.
Duzentos centros destruidores de saúde de 2.200 futuras mães.José Fuzeira, em carta a Getúlio Vargas, 1940
Ressalva: A carta é de maio de 1940 e o decreto que proibiu o futebol feminino veio em abril de 1941. A pesquisa histórica trata o documento como retrato do clima da época, e não como a causa isolada da proibição.
Adyragram responde: falta-lhe autoridade para discutir o esporte
10 de maio de 1940 · Rio de Janeiro, Brasil
Três dias depois da carta de Fuzeira, a jogadora Margarida Pereira, que assinava Adyragram, Margarida ao contrário, respondeu no Jornal dos Sports. Refutou os argumentos com ironia e convidou Fuzeira a assistir a um jogo. É o primeiro registro conhecido de uma jogadora brasileira defendendo publicamente o direito de jogar, e merece pelo menos tanto espaço quanto a carta que ela desmontou.
Este senhor é desconhecido do esporte, e portanto lhe faltava autoridade para discuti-lo.Margarida Pereira, Adyragram, Jornal dos Sports, 1940
As mulheres estreiam no Pacaembu, com gols de Zizinha e Sarah
17 de maio de 1940 · Estádio Municipal do Pacaembu, São Paulo
A cobertura da estreia no Pacaembu, em maio de 1940: o jornal chama a partida de novidade e elogia o futebol de técnica apreciável das jogadoras.
O S. C. Brasileiro venceu o Casino de Realengo por 2 a 0, com gols de Zizinha e Sarah, em partida preliminar de São Paulo e Flamengo que marcou a inauguração da iluminação do estádio. A repercussão nacional foi polarizada: parte da imprensa paulista celebrou, outra publicou argumentos pseudocientíficos sobre danos à saúde reprodutiva. Onze meses depois viria o decreto.
Ressalva: Os 65 mil espectadores registrados naquele dia são do evento inteiro. O jogo das mulheres foi a preliminar.
Jogadoras do Primavera A. C. em visita à redação de O Globo. Registro publicado em 15 de janeiro de 1941, posterior ao convite narrado neste marco.
O Primavera Athletic Club, fundado em 4 de maio de 1940 e vencedor de 15 dos seus 17 primeiros jogos, recebeu um convite para excursionar pela América Latina. Para a historiadora Aira Bonfim, é aí que está o ponto nevrálgico da proibição brasileira. O incômodo deixa de ser moças jogando bola num campo de subúrbio e passa a ser quem representa o Brasil fora dele. Quem sairia em campo com o nome do país seriam mulheres periféricas, pretas e jovens, e a seleção masculina já vinha vivendo episódios de racismo e classismo pela mesma razão nos anos 1920. Três meses depois do convite a dirigente do clube estava presa, e nove meses depois o futebol feminino era ilegal por decreto. O discurso oficial falaria em proteger o corpo da mulher; o que estava em disputa era a representação.
A Fédération Française de Football já havia formalizado posição contrária em 1933. Em 1941, o regime de Vichy tornou o futebol feminino ilegal na França. A proibição só cairia em março de 1970, e ainda assim com restrições iniciais de tamanho de bola e duração de jogo. É o mesmo ano do decreto brasileiro, sob regimes autoritários diferentes, com o mesmo argumento.
A repressão chega antes da lei: D. Carlota é presa
11 de janeiro de 1941 · Rio de Janeiro, Brasil
A página que anunciou o fim: o time perfilado, o retrato de dona Carlota e a manchete O futebol feminino terminou na cadeia. A linha fina acusa as jogadoras de terem virado bailarinas de cabaré e informa que a polícia as levou presas, com indumentária e tudo.
D. Carlota Alves Rezende, responsável pelas jogadoras do Primavera Athletic Club, foi presa sob acusação de exploração das atletas. Em 15 de janeiro, as próprias jogadoras foram à redação de O Globo defendê-la publicamente. O episódio antecede em três meses o decreto e mostra que a repressão já operava por via policial antes de virar lei. O Primavera, fundado em 4 de maio de 1940, tinha vencido 15 dos seus primeiros 17 jogos.
O Imparcial de 10 de maio de 1940 conta o caminho do protesto: a carta aberta de José Fuzeira ao chefe da nação, o encaminhamento de Getúlio Vargas ao ministro Gustavo Capanema e a aposta de que o esporte seria extinto. O decreto viria onze meses depois.
Assinado por Getúlio Vargas e por Gustavo Capanema, ministro da Educação e Saúde, e publicado em 16 de abril, o Decreto-lei 3.199 criou o Conselho Nacional de Desportos e, no artigo 54, vedou às mulheres os desportos incompatíveis com as condições de sua natureza. Repare na engenharia jurídica: o decreto não nomeia o futebol. Delega ao CND dizer o que é incompatível. Essa delegação é o que torna 1965 decisivo. E é o que faz a proibição brasileira ser mais dura que a inglesa: aqui foi lei do Estado, não regra de entidade privada. O veto foi assinado por Getúlio Vargas e mantido por todos os presidentes que vieram depois, atravessando a redemocratização de 1945, os governos eleitos dos anos 1950 e 1960 e a ditadura militar. Não foi o ato de um governo: foi o consenso de todos eles por 38 anos.
Às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza, devendo, para este efeito, o Conselho Nacional de Desportos baixar as necessárias instruções às entidades desportivas do país.Decreto-lei 3.199, artigo 54, 14 de abril de 1941